quinta-feira, fevereiro 08, 2018

FESTIVAL DA CANÇÃO DE SANREMO


APRESENTADORES  FESTIVAL SANREMO

Não quero entrar em descrições sobre o mecanismo do célebre festival da canção italiana. Detenho-me no interesse que desperta em toda a Itália, pois é considerável e extensivo a todos os meios de comunicação. Aliás, não somente no país de origem; também no estrangeiro este festival goza de larga notoriedade.
Quase sempre participam artistas estrangeiros, interpretando a canção italiana, obviamente.

Sigo estas transmissões desde sempre, sobretudo a semifinal e a finalíssima. Não aborrecem, pois o espectáculo não se limita exclusivamente à parte canora. Quer seja os intérpretes e os apresentadores; quer seja, afinal, tudo o que rodeia o festival de Sanremo, é acontecimento e ambiente que atraem. Ademais, quantas canções famosas - que perduram no tempo - partiram do Festival de Sanremo? Por exemplo; “Nel blu dipinto di blu” (Domenico Modugno); “Uma lacrima sul viso”; “Quando, quando, quando”, etc., etc.

São canções melódicas, musicalmente bem construídas e magistralmente interpretadas… por bons cantores, obviamente.
Não escondo a minha quase exclusiva preferência pela melodia; criações e interpretações que se afastem desta característica atractiva de um texto musical não conseguem captar a minha atenção. Resumindo: em tudo aquilo que a memória musical capta imediatamente, poder-se-á dizer: viva a melodia!

Escuto a música moderna: na generalidade, os Eh! Eh! Eh! e similares abundam, dominam. Moda ou pobreza de criatividade? Será porque contribuem para melhor estrondear o ambiente? Talvez!

 Mas voltando a Sanremo, nos elementos que votam a classificação da canção vencedora, nota-se que a preferência da beleza melódica, quase sempre, é a predominante. E ainda bem – para os meus gostos, obviamente. 

terça-feira, janeiro 30, 2018

TESTE SOBRE GÁS DE ESCAPE DOS AUTOMÓVEIS:
TAMBÉM HOUVE COBAIAS HUMANAS

Traduzo:
“Nova reviravolta sobre os testes “tortura dos gases de escape sobre símios” pelos colossos alemães: segundo Sueddeutsche Zeitung e Sttugarter Zeitung, estas emissões não foram apenas provadas sobre animais, mas também sobre cávias humanas.
Os dois colossos da informação revelaram novos pormenores sobre testes conduzidos pelo Grupo Vw, Daimler e BMW: “Foram usados voluntários para provas de respiração”. Ou seja: quatro horas de exposição a um ar inquinado por gás de escape.

A hipótese, segundo o dossiê do “New York Times” (que tinha aberto o caso), era já conhecida: os cientistas do laboratório da «Lovelace Respiratory Research Institute», no Novo México, além de terem usado dez macacos javaneses, teriam falado com engenheiros alemães sobre a eventualidade de fazer testes com cobaias humanas, obviamente voluntárias.
As empresas automobilísticas disseram não e interveio mesmo o director geral da Fundação Alemã para o Ambiente, Michael Spalleck, para reprovar esta ideia louca. Até hoje, parece que estes testes sobre cobaias humanas nunca tivessem sido executados. Pelo contrário…

Agora parece uma loucura fazer testes similares, mas antes não era assim: antes do famoso alarme de 2012, quando, segundo uma investigação da organização Mundial da Saúde, o gás de escape dos automóveis foram classificados como cancerígenos, não se tinha certeza de “quanto pudessem ser venenosas as emissões dos carros”.

Os colossos do automóvel quiseram ver claro e iniciaram testes específicos até chegar aos famosos testes do laboratório de Albuquerque, no Novo México. E, segundo Sueddeutsche Zeitung e Stuttgarter Zeitungs, também de outros tipos de provas mais perigosas.

Daimler, por sua vez, - entretanto abriu uma indústria interna – distancia-se de este novo caso: “Não tivemos nenhuma influência sobre experiências. Tomámos expressamente as distâncias das investigações da EUGT – afirma Daimler, citando a sociedade de investigação que promoveu os testes (do qual o colosso fazia parte, todavia com VW e BMW) – Estamos chocados pelo tipo de exames conduzidos. E condenamos asperamente estes testes.

Clara também a tomada de posição de BMW Group: Não conduzimos estudos sobre animais e não tomámos parte nestas experiências. Por este motivo, não estamos em grau de dar informações sobre o tema em questão ou comentá-lo”

E Volkswagen, depois das revelações do New York Times, imediatamente declarou “tomar, claramente as distâncias de todas estas formas de maltratamento dos animais”  -  de Vincenzo Borgomeo - La Repubblica, 29 / 01 /2018.

segunda-feira, janeiro 22, 2018

SALVA A CIDADE DE UMA INVASÃO DE RATOS
A CADELINHA TARA 
"Em County Durham, no nordeste da Inglaterra, de há algum tempo os residentes devem acertar contas com os ratos. Vêem-se por todos os lados: desde os parques até às caves.
Grupos de roedores são constantemente avistados pelos cidadãos e, para resolver este problema, pensa Tara.

Tara é uma corajosa e simpática terrier que, juntamente com o seu patrão, Adrian Oliver, têm posto em acto um verdadeiro plano de desinfestação.
O problema dos ratos – dizem os habitantes – existe aqui de há muito tempo e é preocupante, sobretudo para a saúde das crianças. É uma situação que deve ser resolvida o mais rapidamente possível”.

Para eles, no último ano, os resultados foram, indubitavelmente, satisfatórios. Tara conseguiu expulsar mais de 600 roedores e, uma vez, matou mesmo 42 num único dia.  
Adrian Oliver, 33 anos, defende, todavia, que a cidade deve resolver o problema de uma maneira mais estruturada: “Até hoje – afirma - têm faltado acções concretas da parte da cidade. No passado, o Município despendeu dinheiro para adquirir veneno para ratos, mas foi inútil, porque os animais tornaram-se imunes à toxina”.

Normalmente, o par move-se deste modo: Adrian utiliza o fumo contra os ratos e, imediatamente, Tara agarra-os.
“Se não fosse Tara – afirma o patrão – na cidade haveria muito mais ratos, e poderiam infectar as pessoas.
Tara, por estas paragens, tornou-se já numa espécie de mascote".
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PS: esqueci-me indicar a fonte deste post. Reparo a falta: Cristina Insalaco - La Stampa, 22 / 01 / 2018

segunda-feira, janeiro 08, 2018

PROBLEMAS NO COMPUTADOR


Como fase inicial do novo ano, não restam dúvidas que problemas deste género – ou quaisquer outros entraves - dispensar-se-iam. Espero que fiquem resolvidos no mais curto espaço de tempo. Entretanto, um bom, sereno e tranquilo 2018.

domingo, dezembro 24, 2017

HOJE, UMA FÁBULA É OPORTUNA

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Natal 2017: contemos a história do burrinho com o nome Alan.

“A história do asno Alan é a verdadeira fábula de Natal deste ano: de animal abandonado na valeta de uma estrada, Alan tornou-se na estrela no centro de Redcliffe Sanctuary de Alford no Lincolnshire; estrela do calendário natalício e também de um livro intitulado «Aslan, o asno do Natal”.

“Aslan não é um asno como os outros, é especial” – diz a senhora que o salvou de uma morte certa. O equino, efectivamente, tinha sido abandonado, ao frio e atado a uma estaca, num aparcamento. As pessoas que por ali passavam deram o alerta, após tê-lo visto tremente e prostrado no chão. Provavelmente fora deixado por viajantes sem coração, mas agora Alan tem quem o ama.

O burrinho tornou-se muito diferente de como era há uma ano e, agora, vive numa enorme quinta, junto de outros 49 asnos que foram salvos como ele, entre híbridos de asno e zebra, dois gatos e muitos gansos.
De qualquer maneira, aquele asno está a restituir a Tracy e ao seu marido o favor recebido: o casal que administra aquele centro de há 25 anos, atravessa um período económico bastante difícil. As despesas são cada vez maiores e, frequentemente, quem se ocupa de animais tem necessidade de receber doações, a fim de continuar.
“Um dos nossos voluntários teve uma ideia fantasiosa: transformar Alan numa personagem de Natal, ornamentado com os cornos graciosos de uma rena para acompanhar o Pai Natal em busca de fundos” – explica Tracy.
“Inicialmente, era céptica; temia que pudesse ser excessivamente cansativo e stressante, mas Alan tinha um comportamento tão divertido e descarado que não pude deixar de dizer sim.”
Assim fazendo, recomeçaram a chegar doações mesmo nesta parte do ano. Muitas pessoas locais que conhecem a sua história e são-lhe afeiçoadas, quiseram dar uma mão à estrutura dos asnos.

E visto que Alan parece que, verdadeiramente, se diverte, os operadores da estrutura, de vez em quando, põem-lhe um chapéu natalício e visco entre as orelhas para ir ao encontro de crianças nas escolas: é verdadeiramente um asno especial! – de Giulia Merlo - jornal “La Stampa”, 18/12/ 2017


segunda-feira, dezembro 04, 2017

“CONDIÇÕES DE TRABALHO DESUMANAS”

Eis a denúncia das condições de trabalho numa fábrica chinesa de brinquedos. As civilizações no mundo avançam, impreterivelmente em certos aspectos, para melhor. O ser humano adquiriu o direito incontestável á própria dignidade e ao respeito a ela devido. Porém, e infelizmente, nem em todas as partes deste nosso mundo se verifica tal realidade.

Vejamos o que a tal respeito escreve Franco Zantonelli no jornal La Repubblica em 03 de Dezembro, 2017:

“Não comprem aqueles brinquedos!” A poucas semanas do Natal, uma ONG suíça (Solidar Suisse), adverte os pais para que não ofereçam aos filhos as Barbies de Mattel, os G.I Joe de Hasbro e os brinquedos de Disney fabricados na China, em virtude das condições de trabalho, no limite do esclavagismo, nas quais seriam constrangidos a trabalhar os operários encarregados de fabricar aqueles produtos.

“Não posso deixar a cadeia de montagem parada por mais de três minutos, a fim de ir à casa de banho” – o testemunho de um trabalhador recolhido ONG helvética, em colaboração com os colegas chineses de China Labor Watch.

O que as nossas crianças encontram na Árvore de Natal, muito frequentemente tem, dentro de si, a miséria e a exploração: denúncia de Solidar Suisse.
Situações intoleráveis que se traduzem em semanas laborativas de 100 horas, retribuídas com salários insuficientes para uma vida vivida com dignidade. Além disso, quem está empenhado neste tour de force, durante 6 dias por semana, é constrangido a dormir em espaços estreitos, na maior parte das vezes uns em cima dos outros, postos à disposição pela fábrica para quem trabalha.

Se não bastasse a fadiga e o stress, a piorar as condições de vida destes infelizes pensam as substâncias químicas utilizadas durante os diversos momentos da produção. “Os nossos olhos estão muitas vezes irritados”, confessa um encarregado da cadeia de montagem.
Isto, na Suíça, mas o discurso estende-se a outros países: dois brinquedos em três são produzidos naquele inferno.

O problema – explica a La Repubblica Lionel Frei, porta-voz da ONG suíça – é que aqueles brinquedos não têm uma etiqueta que garanta métodos de fabricação aceitáveis. Por consequência, quem os adquire, embora com as melhores intenções, corre o risco de se tornar cúmplice de um sistema produtivo no limite da escravidão.

Melhor então, segundo Solidar Suisse, abandonar os produtos das multinacionais que se servem na China e adquirir brinquedos de madeira, talvez usados, na feira da ladra. Além disso – diz ainda Frei – em vez de oferecer brinquedos, poder-se-ia estimular as crianças para uma actividade alternativa, tal como a bricolagem, o desenho e, porque não, a passeios salutares na natureza.”   
Franco Zantonelli; La Repubblica, 03 / 12 / 2017

    

segunda-feira, novembro 27, 2017

Na Austrália, no incrível lago de Deus que resiste às variações climáticas de há mais de sete mil anos

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AUSTRÁLIA  - BLUE LAKE
Como mãe-natureza o fez. O Blue Lake de North Stradbroke Island, ilha australiana do Queensland, é considerado um dos lugares ainda incontaminados do planeta. Em sete mil anos, este espelho de água não sofreu os efeitos das mudanças climáticas: uma peculiaridade tão única que lhe fez conquistar o apelido de “Banheira de Deus”

Os investigadores da Universidade de Adelaide descobriram que o lago a sudeste de Brisbane ficou relativamente estável e resistente por milénios, diferentemente dos seus símiles que nos últimos 40 anos se dessecaram.
O Blue Lake é um dos raros, belíssimos lagos na Austrália. Mas só nos apercebemos de quanto fosse único e insólito quando começámos a analisar uma vasta gama de indicadores ambientais” – afirmou o Dr. Cameron Barr   

 Os cientistas estudaram, em primeiro lugar, a qualidade da água e confrontado as fotos históricas dos últimos 117 anos. Depois, surpreendidos com os resultados, prosseguiram as investigações, analisando também fósseis de pólen e algas, desvelando a incrível estabilidade do lago nos últimos setenta séculos.


A única mudança, pequena, foi registada há cerca de 4 mil anos, quando o clima daquela zona da Austrália se tornou efectivamente mais seco. Mas também naquele caso, o Blue Lake demonstrou não ser influenciável, em claro contraste com outras variações na região. Todavia, ninguém sabe por quanto tempo ainda este lago sobreviverá ás mudanças geradas pelo homem. Porém, há esperança que poderá custodiar as suas peculiaridades “divinas” ainda por milhares de anos. - De Noemi Penna; La Stampa - 27 / 11 / 2017